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Representatividade na Propaganda: como sua marca se coloca?

Você sabia que existem pesquisas que estudam e acompanham a representatividade dos diferentes grupos de pessoas nas propagandas ano a ano?

Desde 2015, a ONU Mulheres e a Heads Propaganda, fazem esse movimento viabilizado pela Aliança Sem Estereótipos, visando conscientizar agências e anunciantes sobre a importância de eliminar os estereótipos nas campanhas publicitárias.

Na análise feita por essas instituições, são levados em conta materiais das TVs paga e aberta, além de anúncios veiculados no Facebook. 

O que no início era apenas um estudo do quanto e como a mulher era representada, passou também a ter olhar sobre os grupos LGBTQIA +, PCD e 60+. 

Mais que representar, demonstrar seus valores

Este mês comemoramos mundialmente o Dia das Mulheres e é uma de muitas datas em que empresas veem a necessidade de se posicionar. Mas será mesmo que essa homenagem é real e está embutida nos valores do negócio sendo fortalecida também no dia a dia?

A grande diferença verdade é que, mesmo com uma crescente força em trabalhar a representatividade na propaganda através de diferentes perfis, ainda existe muita dificuldade e resistência para se fazer essa diversificação.

Na pesquisa de 2020, foi identificado que quase 60% das peças ainda possuem mulheres brancas, jovens, magras, com curvas, cabelos lisos e castanhos, enquanto cabelos cacheados e crespos alcançam 29% das representações nas mulheres protagonistas.

Quando falamos dos grupos LGBTQIA +, PCD ou 60+ os números são ainda menores e muito distantes de ter qualquer relevância, tendo até 2020 a representação de 1,3%, 0,8% e 12% respectivamente.

As mudanças, a representatividade e o mercado

Assim como buscamos por uma sociedade mais inclusiva e consciente, é preciso também se trabalhar uma comunicação mais diversa em todos os canais que um negócio se faz presente. O papel de uma propaganda com esses diferentes perfis de pessoas é muito mais importante do que simplesmente parece.

Uma marca tem o poder e a oportunidade de influenciar seu público e tornar causas mais fortes todos os dias. Porém, existe um detalhe em toda essa discussão, que é da empresa de fato sustentar o que está expondo e não fazer um papel simulado de “boa moça”. 

Deixamos aqui o lembrete de que este trabalho de reconhecimento e representação é atemporal e independe de datas comemorativas. Palavras genéricas não são mais suficientes quando se fala na representatividade da propaganda. É preciso levantar a bandeira, trazer pautas atuais e relevantes e, principalmente, sustentar o que foi dito na vitrine, também da porta para dentro.