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A cultura do cancelamento chega ao mundo dos negócios: como lidar?

A partir da possibilidade de atacar sem ser identificado e protegido pela distância entre as telas, surgiu o movimento de cancelamento. 

Basta um deslize ou apenas a colocação de uma ideia contrária que desagrade uma pessoa ou grupo para que os ataques comecem e tomem proporções enormes com a facilidade da disseminação das informações na internet.

As ações que tinha como foco celebridades, personalidades e influencers acabou chegando nas empresas, podendo tornar o cenário catastrófico se precauções ou medidas de contenção não forem tomadas. 

Continue a leitura para entender melhor como o cancelamento chegou no mundo dos negócios e como agir caso aconteça com você.

Boa leitura!

Um pouco mais sobre a cultura do cancelamento…

Ninguém está a salvo. Essa é a verdade quando estamos presentes ativamente nas redes sociais e expostos a todo tipo de julgamento e opinião. E como dissemos aqui na introdução, o que antes atingia apenas famosos também passa por anônimos e até mesmo empresas, independente de seu porte.

Segundo uma pesquisa realizada pela Porter Novelli, uma agência de comunicação americana, com mais de 1.000 entrevistados, vivemos uma era onde 72% dizem se sentir capacitados para expressar suas opiniões ou pensamentos sobre empresas e 64% deles fazem isso pela internet.

Os números fazem um alerta, mas será mesmo que o cancelamento é sempre um ataque negativo e gratuito?

Dentre as pessoas ouvidas, 69% delas disseram que cancelar é uma maneira de chamar a atenção das marcas, sendo que, mesmo que sejam fiéis e usuários de seus produtos e serviços, 66% dizem que as cancelariam caso fizessem ou dissessem algo ofensivo.

Como evitar o cancelamento de um negócio

Mesmo que 30% das pessoas entrevistadas acreditem que o cancelamento pode sim ser usado de forma exagerada e sem motivos, é sempre bom ter bom-senso e cautela, afinal, outros 34% têm em mente que cancelar é sim uma forma válida de induzirem empresas e indivíduos a repensarem suas atitudes.

Existem algumas medidas que podem ser tomadas para orientar a equipe e evitar a criação de burburinhos, porém, o que realmente faz a diferença-  e é a raiz de todos esses direcionamentos – é a cultura empresarial forte com valores conscientes e bem definidos dentro do que ela quer transmitir e o que a sociedade espera dela.

Alguns temas ganham destaque quando se analisa o motivo dos cancelamentos no mundo corporativo, veja só:

  • 70% – Justiça racial
  • 68% – Quebra de protocolos da COVID-19
  • 61% – Imigração
  • 57% – Mudanças climáticas / meio ambiente
  • 57% – LGBT+
  • 57% – Religião
  • 54% – Política

“Descancelar” o que está cancelado

Sim, as mesmas pessoas “canceladoras” dizem que é possível reverterem suas opiniões e “descancelar” as empresas que pisaram na bola, mas pra isso é preciso que sintam sinceridade delas além de ações como:

  • 43% – Declaração pública de desculpas
  • 41% – Esclarecimento da situação
  • 40% – Programas e políticas internas para realizar as mudanças necessárias
  • 33% – Demissão da pessoa responsável por fazer a declaração ofensiva
  • 20% – Alteração de marca e / ou representação externa
  • 17% – Doação para uma organização sem fins lucrativos relevante

O que podemos concluir é a cultura do cancelamento tem sim viés negativo e desnecessários muitas vezes, mas também é uma maneira dos consumidores mostrarem que estão cada vez mais conscientes e ligados no perfil da marca ou empresa que adquirem produtos e/ou serviços, deixando claro que não existe mais espaço para negócios que não respeitem atitudes básicas como o respeito, seja para com pessoas, animais ou meio ambiente.

Gostou dessa matéria? Temos muito mais no Blog da Opte falando sobre comportamento do consumidor, estratégias e definições do mundo da comunicação e do marketing.